A sigla é o processo morfológico que consiste na redução de uma palavra ou de um grupo de palavras às suas iniciais; é, ainda, a letra inicial ou o grupo de letras que entram na composição da abreviação de certas palavras. Ao contrário do acrónimo, que se pronuncia como uma palavra, a sigla pronuncia-se letra a letra.
Por outro lado, a sigla usa-se frequentemente para designar organismos, partidos políticos, associações, clubes desportivos, etc.
Exemplos:
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BD (Banda Desenhada);
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CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses);
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PME (Pequenas e Médias Empresas);
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GNR (Guarda Nacional Republicana ou Grupo Novo Rock);
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SLB (Sport Lisboa e Benfica).
Cada vez mais se nota a tendência para formar o plural das siglas e dos acrónimos, sobretudo no campo da oralidade, através do acrescentamento de um -s:
O termo acrónimo deriva do grego ákron (que significa ponta, extremidade) + nymos (que significa nome, palavra) e designa uma palavra formada pelas letras iniciais ou pela combinação de letras ou sílabas de várias outras palavras.
O acrónimo pronuncia-se como uma palavra corrente, respeitando a estrutura silábica da língua.
Exemplos:
-> ONU (Organização das Nações Unidas);
-> TAP (Transportes Aéreos Portugueses);
-> Sida (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida);
-> Laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation = Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação).
O termo amálgama deriva do grego a + malagma e do árabe álmalghama e surge com os alquimistas da Idade Média que misturavam o mercúrio com outro metal para obterem algo de mais precioso.
A amálgama designa o processo morfológico de fusão de duas ou mais unidades lexicais truncadas que se juntam numa nova unidade lexical, bem como a unidade lexical resultante dessa fusão. Regra geral, a amálgama constrói-se juntando o início de uma palavra com o final da outra.
Exemplos:
»» informática provém de informação + automática);
»» biónica provém de bio + electrónica;
»» setor provém de senhor + doutor.