Gramática à Distância de um Clique

Dezembro 4, 2008

Variação e normalização linguística

Filed under: I. LÍngua — Sísifo @ 4:47 am

     Uma língua viva, não obstante a unidade que a torna comum a uma comunidade ou a uma nação, apresenta variedades, quer quanto ao vocabulário, quer à pronúncia, quer à própria gramática.

1. VARIAÇÃO

     Chama-se variação linguística a essa propriedade de diferenciação de uma língua em função do espaço geográfico onde é falada, da sociedade que dela faz uso, da situação comunicativa e do tempo, dando origem a variantes e a variedades linguísticas.

     Essas variedades designam-se variedades geográficas (quando se fazem sentir entre regiões ou lugares), sociais (relativas a grupos profissionais, à faixa etária, ao grupo social, etc.), situacionais (discurso mais ou menos formal) e histórica (varieação que ocorre em função do contacto com outras línguas).

          1.1. Variedades geográficas

     Também designadas variedades diatópicas, as variedades geográficas referem-se às diferentes formas que uma língua apresenta em espaços diferentes e, dependendo de factores como a extensão do território ou a sua história, podem tomar a forma de dialectos regionais.

     É o caso, por exemplo, dos falares açoriano, madeirense, beirão, portuense, lisboeta, etc., etc. Ou ainda das variedades que permitem distinguir o português europeu do português brasileiro, ou do africano, ou do asiático.

                    1.1.1. Variedades do português

     As variedades do português resultam do contacto histórico da população que tem como língua materna o português com falantes de outras línguas durante o processo de expansão e de colonização.

     De facto, após a independência de Portugal, ocorrida no século XII (1143), a língua portuguesa tornou-se língua do Império resultante dos Descobrimentos, graças à acção de navegadores, comerciantes e colonizadores que, a partir do séc. XV, a levaram aos quatro cantos do mundo. O contacto da língua portuguesa com as línguas locais permitiu, então, o surgimento de variedades do português.

                    1.1.2. Variedade europeia

      A variedade europeia diz respeito à língua falada em Portugal continental e nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

     Convencionou-se que a variedade de Lisboa constituía a língua padrão, o que levou a que a língua fosse dividida em dois grandes grupos dialectais: o setentrional (norte do país) e o centro-meridional (sul e arquipélagos).

                    1.1.3. Variedade brasileira

      Neste caso, estamos a falar do português falado no Brasil, o qual também apresenta variações resultantes da geografia, sobretudo entre os estados do litoral acima do estado da Baía (inclusive) e os que se situam abaixo do mesmo.

     Muitas são as diferenças entre a variedade europeia e a brasileira. Aqui se registam algumas:

  • as vogais átonas são mais reduzidas;
  • em final de sílaba e de palavra, o /l/ pronuncia-se como a semivogal [w];
  • o /r/ em final de palavra admite variação de pronúncia, podendo ocorrer como vibrante simples [r], fricativa [x], aspirada [h], ou ainda ser suprimido;
  • em final de palavra, ocorre a sibilante [s] (casas); em final de sílaba, ocorre o [s] e o [z];
  • os clíticos de 3.ª pessoa desapareceram ou passaram para a posição proclítica;
  • predomínio das construções com gerúndio;
  • ausência do determinante artigo antes do possessivo;
  • adopção do pronome de tratamento você em substituição do tu;
  • o léxico incorporou inúmeros vocábulos de origem ameríndia, como guri em vez de rapaz, caçula em vez de filho mais novo, moleque em vez de miúdo

                    1.1.4. Variedades africanas

     As variedades africanas resultam do contacto da variedade europeia com as línguas locais dos países africanos. A língua oficial desses países é o português, no entanto com ele coexistem outras línguas locais, como o crioulo, o umbundo, o quimbundo, etc.

     Dentre as variedades angolanas, há a salientar as seguintes marcas distintivas:

  • ao nível da fonética e da fonologia, a tendência para a expressão cantada

7 comentários »

  1. Aí nein, serah qui tu pudiah me ajudaaar com meu trabaiu ?

    eU naum cunsigo achar NAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAADA d+

    vlw, eh nóix mlk

    bjux,miligah

    Comentar por Liviana — Março 5, 2009 @ 19:12 pm

  2. Bom, acabamos de observar acima um exemplo de variedade linguistica encontrada neste pais
    tão desigual.
    Não, eu não falei errado ou fora do padrão.´
    Eu apenas me adequei a situação ! E isso que é falar bem.
    Agora, que eu já dei minha aula sobre variantes linguisticas, vou me retirar pois tenho muitos afazeres.

    Até mais …………………….

    ……….

    ………..

    [ http://www.quertc?.com.br/addailivocaboladinhahtinha.hotmail.com ]

    Comentar por Liviana — Março 5, 2009 @ 19:18 pm

  3. Fonética é algo diferente, cara amiga.

    Comentar por Sísifo — Março 6, 2009 @ 21:09 pm

  4. seca

    Comentar por Marisa Carvalho — Outubro 27, 2009 @ 19:47 pm

  5. naum consigo aachar o q querroo seua idiotas burros cagões bufões eu quero achar se eu nao achar eu vou morrer

    Comentar por uiiii — Março 30, 2011 @ 23:19 pm

  6. está a ser benefico pra nós essa matéria

    Comentar por larielton miliano — Setembro 18, 2012 @ 15:27 pm

  7. que lixooooooo, nao gostei

    Comentar por luzhar — Outubro 31, 2014 @ 16:03 pm


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